
Entrevista com Luiz Roberto Paes
Pastor Luiz Roberto Paes fala sobre seu livro 'Milagres'.
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Sou brasileiro (42) nascido em Curitiba- Pr, casado com Rita S. Paes (38) a quase 20 anos. Sempre gostei de musica e quando tive a oportunidade desenvolvi a habilidade de tocar instrumentos musicais e também compor musicas que exaltassem a Deus, um outro hobby era na area de tecnologica por admirar o trabalho com computadores me tornei profissional de T.I. e durante 10 anos atuei em empresas de médio porte, sou Bacharel em Administração em Sistemas de Informação e também possuo formação Teológica, atualmente estou finalizando o curso de Mestrado em Teologia Biblica.
Recebi Jesus aos meus 14 anos em meio a muitas adversidades, e então comecei a desenvolver um relacionamento comprometido com Deus e a igreja, que me fizeram vivenciar experiências incríveis de amor e dependência de Deus. Migramos para os EUA em 2003 onde pensavamos conseguir um contrato de trabalho na area de TI, porém Deus nos impactou com um chamado para Ministrar as Nações em Nova York.
Por que escreveu o livro Milagres? O que busca passar às pessoas com esse trabalho?
Escrevi o livro Milagres para testemunhar da intervenção de Deus em minha vida, queria me certificar que utilizei dos recursos mais eficazes na divulgação da obra de Cristo atribuindo a Ele toda a glória, e também para que este relato pudesse ficar disponível a gerações futuras, não vemos com frequencia cegos exergarem ou paralíticos andarem, mas Deus não parou de fazer Milagres ,e sim, alguns é que deixaram de crer que Jesus Cristo é o mesmo, ontem hoje e eternamente (Hebreus 13:8). Busco passar as pessoas que suas histórias de vida podem estar repletas de milagres e intervenções divinas que muitas vezes são atribuídas ao acaso ou passam despercebidas, procuro encorajar a cada um a reavaliar sua experiência com Deus e sua história de vida e encontrar em seus fatos Deus redirecionando e endireitando caminhos tortos.
Estavamos acostumados a ver missionários serem enviados a lugares longícuos e hostis, os chamados povos não alcançados que vivem uma vida precária sem recursos e sem Deus em um contexto monocultural, o que conhecemos como janela 10x40.
Bem, com o exodo de familias da área rural para as grandes cidades, e o advento da globalização criaram-se nas grandes cidades uma diversidade cultural como nunca visto nos tempos passados, hoje encontramos em torno de 24 grandes cidades no mundo com mais de 5 milhões de habitantes e Nova York é uma delas com um pouco mais de 7 milhões, onde encontra-se catalogado em torno de 160 idiomas na cidade, com isto encontramos varios povos e suas crenças no islamismo, budismo ou hinduismo, ou seja, existe demanda por ministros urbanos e igrejas multi-étnicas ou multiculturais que ganhem as grandes cidades para Cristo.
A janela 10x40 é a região onde habita 66% da população mundial, e ocupa 33% da área total do planeta, compreendendo 62 países. Os dois maiores países do mundo, em número de habitantes, encontram-se nessa área: China e Índia. Esta região estende-se desde o oeste da África até ao leste da Ásia, e é comparada a uma janela retangular, estando entre 10 e 40 graus ao norte do Equador. Todas as terras bíblicas encontram-se nessa janela.
Predominam os seguidores do Islamismo, do Hinduísmo e do Budismo.
Nessa área, estão 82% dos mais pobres do planeta. Bilhões de pessoas que são vítimas das enfermidades, misérias e calamidades.
Os problemas para ministrar em um ambiente multicultural sã são diversos pois não há uma metodologia padrão, a comunicação é um dos desafios pois nem todos se comunicam em ingles, existem barreiras de aceitação entre povos diferentes devido costumes quanto a comida, musica, vestes, e padrão de espiritualidade, não há como agradar a todos então temos que definir um padrão mais tolerável a maioria, na área de ensino a padronização de materiais em idiomas diferentes tem sido um desafio, atualmente trabalhamos com portugues, ingles, e espanhól onde indianos e asiáticos podem se sentir mais confortáveis, porém sempre temos trabalho triplicado para poder abraçar mais nações e culturas.
Temos aprendido que não há nenhum método que substitua o amor e a oração intercessória pela nação que se quer alcançar, o que realmente sabemos é que a igreja primitiva em Atos ja ministrava em ambientes multiculturais e naquele tempo sem tecnologia ou recursos esta visão deu muito fruto.
O livro Milagres fala de experiencias reais vividas por você. Poderia destacar um desses milagres?
Sim, são experiências vivenciadas por mim, cada milagre é um fato real, ou seja, tem nome, endereço e provas. Um dos milagres que mais me tocou foi o reencontro que tive com meu pai no dia de seu aniversario depois de 23 anos, eu não sabia propriamente quem ele era, o que fazia ou onde morava, e eu era relutante em procurá-lo, então Deus criou um projeto arquitetônico para proporcionar o nosso encontro e dois meses após meu pai faleceu, este é um dos milagres que conto em detalhes neste livro.
Que mensagem você deixaria aos leitores do seu livro?
De que há tempo para todo propósito debaixo do sol (Ec. 3:1), e este é o tempo que Deus permitiu que este livro chegasse aos mãos destes leitores, certamente existe algo de bom e necessário no fortalecimento da fé de cada leitor, ao vivenciar cada fato nele narrado, tive minha fé fortalecida e uma maior intimidade com o Deus-Pai.
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